A Paróquia Nossa Senhora da Conceição do Anil, celebrou hoje a renovação de compromisso do segundo grupo de ministros extraordinários da comunhão eucarística. Houve uma participação grandiosa por parte dos fiéis. Deus seja louvado!!!
Que a Imaculada Conceição te abençoe pela visita, hoje é
domingo, 5 de maio de 2013
HOMILIA DO VI DOMINGO DA PÁSCOA
Homilia do D. Henrique
Soares da Costa – VI Domingo da Páscoa – Ano C
At
15,1-2.22-29
Sl 66
Ap
21,10-14.22-23
Jo
14,23-29
No
Domingo passado, dizíamos que a Igreja é fruto da Páscoa do Senhor, que ela
nasceu do lado do Cristo morto e ressuscitado, que ela vive e continua a nascer
da água do Batismo e do sangue da Eucaristia, que o Senhor, na sua fidelidade,
haverá de levá-la à plenitude, que até lá, a Igreja deve ser sinal vivo do
Reino de Deus entre as provações da história e deve viver no amor – herança que
o Senhor nos deixou…
No
Domingo presente, a Palavra de Deus continua a nos falar da Igreja, dessa
Comunidade do Ressuscitado, Comunidade que peregrina já há dois mil anos na
história humana, como um povo tão pobre, tão débil, humanamente falando, mas também
tão rico e tão forte pela presença do Ressuscitado entre nós.
É ainda o
Apocalipse que nos apresenta, de modo belíssimo, a glória da Jerusalém celeste,
Esposa do Cordeiro, nossa Mãe católica: “Mostrou-me a Cidade Santa, Jerusalém,
descendo do céu, de junto de Deus, brilhando com a glória de Deus” – Esta
Jerusalém gloriosa é a Igreja! Ela não nasce do povo, não nasce de um projeto
humano; ela nasce do coração do Pai, que, através do Filho Jesus, doador do
Espírito, chamou-nos, reuniu-nos, salvou-nos e fez de nós um novo povo, uma
nova cidade, uma nova aliança, início de uma nova humanidade. A Igreja é a
verdadeira Jerusalém, a verdadeira Cidade de Deus, que desce do céu e que é
santificada pelo sangue do Cordeiro e, um dia, será totalmente transfigurada na
glória de Deus. Não na sua própria glória, mas na de Deus, aquela glória que já
brilha na face do Cristo ressuscitado!
Ela é a
herança e a realização plena do antigo povo de Israel, ela é a plenitude do
povo de Israel, é o Israel da nova aliança. Por isso, “nas suas portas estavam
escritos os nomes das doze tribos de Israel”. Mas, a Igreja é mais que Israel:
ela é aberta a todos os povos, suas portas são abertas para todos os lados:
“havia três portas do lado do oriente, três portas do lado norte, três portas
do lado sul e três portas do lado do ocidente”. A nova Jerusalém é católica, é
aberta a todos, aberta em todas as direções, pois nela todos os povos, todas as
culturas terão abrigo. A Igreja não é simplesmente uma continuação do antigo
Israel e a nova aliança não é simplesmente uma continuação da antiga! Não somos
judeus! Em Cristo, tudo foi renovado: “Eis que eu faço novas todas as coisas!”
(Ap 21,5). Se a Igreja tem nas suas portas os nomes das doze tribos de Israel,
tem, por outro lado, como alicerce, o doze apóstolos do Cordeiro: “A muralha da
cidade tinha doze alicerces, e sobre eles estavam escritos os nomes dos doze
apóstolos do Cordeiro”. Isso aparece muito claramente na primeira leitura da
Missa de hoje: os apóstolos, assistidos pelo Espírito Santo, decidiram que os
cristãos vindos do paganismo não necessitavam tornarem-se judeus, não
precisavam cumprir a Lei de Moisés! Os cristãos não são uma seita judaica! É
interessante como os apóstolos, ao tomarem uma decisão tão importante, tinham
consciência de que eram assistidos pelo Espírito do Cristo ressuscitado:
“Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós…” – foi o que eles disseram… o que a
Igreja ainda hoje diz, quando os bispos, sucessores dos apóstolos, decidem algo
sobre a fé, em comunhão com o Sucessor de Pedro. A Igreja sabe e experimente
que o seu Esposo ressuscitado não a abandona; não a abandonará jamais!
Recordemos a promessa de Jesus no Evangelho de hoje: “O Paráclito, o Espírito
Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará o
que eu vos tenho dito”. Este Espírito Santo santifica continuamente a Igreja,
guia-a, sustenta-a, vivifica-a, orienta-a! Ele é a própria vida do Ressuscitado
em nós, seja pessoalmente, seja como comunidade de fé. Por isso Jesus olha para
nós e pode dizer com toda verdade e segurança e com toda eficácia: “Deixo-vos a
paz, a minha paz vos dou! Não se perturbe nem se intimide o vosso coração.
Ouvistes o que eu vos disse: ‘Vou e voltarei a vós!’” – É verdade: o
Ressuscitado permanece conosco na potência do seu Espírito! Não precisamos ter
medo, não precisamos nos sentir sozinhos, confusos, abandonados: na potência do
Espírito, o Cristo estará sempre conosco!
É por
isso que o Autor sagrado afirma ainda: “Não vi nenhum templo na cidade, pois o
seu Templo é o próprio Senhor, o Deus Todo-poderoso, e o Cordeiro. A cidade não
precisa de sol, nem de luz que a iluminem, pois a glória de Deus é a sua luz e
a sua lâmpada é o Cordeiro”. Que imagens, irmãos e irmãs! A Igreja, nova
Jerusalém está toda imersa em Deus e no seu Cristo. Ela mesma é templo de Deus
no Espírito Santo! Ela vive na luz do Cristo, apesar de caminhar nas trevas
deste mundo! Para o mundo, que somente pode enxergar a Igreja na sua realidade
exterior, ela é apenas mais uma instituição, entre tantas do mundo. Mas, para
nós, que cremos, para nós somos Igreja viva, para nós que dela nascemos e nela
vivemos, para nós que nos nutrimos de seus sacramentos, ela é muito mais, ela é
este admirável mistério de fé! É isto que queremos dizer quando dizemos: “Creio
na Igreja, una, santa, católica e apostólica”. Renovemos nossa fé na Igreja e
mergulhemos cada vez mais no seu mistério, pois é aí, é aqui, que podemos viver
na nossa vida o mistério e a salvação do Cristo, nosso Deus.
Gostaria
de terminar com as palavras de Carlo Carreto:
“Como és
contestável para mim, Igreja! E, no entanto, como te amo!
Como me
fizeste sofrer! E, no entanto, quanto te devo!
Gostaria
de te ver destruída. E, no entanto, tenho necessidade de tua presença.
Deste-me
tantos escândalos! E, no entanto, me fizeste compreender a santidade.
Nunca vi
nada de mais obscurantista, mais comprometido e mais falso no mundo. Mas também
nunca toquei em nada tão puro, tão generoso e tão belo!
Quantas
vezes tive vontade de bater em tua cara a porta de minha alma! E quantas vezes
orei para um dia morrer em teus braços seguros!
Não, não
posso me libertar de ti, porque eu sou tu, mesmo não sendo completamente tu!
Além
disso, aonde iria eu? Construiria outra?
Mas não
poderia construí-la, senão com os mesmos defeitos, porque são os meus defeitos
que levo para dentro dela.
E, se a
construísse, seria a minha igreja e não a Igreja de Cristo!
E já
estou bastante velho para compreender que não sou melhor que os outros.”
D. Henrique Soares da Costa
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO NA EUCARISTIA COM AS IRMANDADES
Homilia do
Papa na Eucaristia com as Irmandades
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2013-05-05 Rádio Vaticana
EUCARISTIA COM AS IRMANDADES
(Praça de São Pedro, 5 de Maio de 2013)
Amados irmãos e irmãs!
No caminho do Ano da Fé, sinto-me feliz em celebrar esta Eucaristia especialmente dedicada às Irmandades: uma realidade com grande tradição na Igreja, que foi objecto de renovação e redescoberta nos últimos tempos. Com afecto vos saúdo a todos, e de modo especial às Irmandades vindas das mais diversas partes do mundo. Obrigado pela vossa presença e pelo vosso testemunho!
1. No Evangelho, ouvimos uma passagem tirada dos discursos de despedida de Jesus, referidos pelo evangelista João no contexto da Última Ceia. Jesus confia aos apóstolos seus últimos pensamentos, como se fosse um testamento espiritual, antes de os deixar. O texto de hoje põe em evidência que toda a fé cristã está centrada no relacionamento com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Quem ama o Senhor Jesus, no seu íntimo acolhe a Ele e ao Pai e, graças ao Espírito Santo, acolhe no seu próprio coração e na vida pessoal o Evangelho. Indica-se aqui o centro do qual tudo deve partir e ao qual tudo deve conduzir: amar a Deus, ser discípulos de Cristo, vivendo o Evangelho. Ao dirigir-se a vós, Bento XVI usou esta palavra: evangelicidade. Queridas Irmandades, a piedade popular, de que sois uma importante manifestação, é um tesouro que a Igreja tem e que os bispos latino-americanos, significativamente, definiram como uma espiritualidade, uma mística, que é um «espaço de encontro com Jesus Cristo». Bebei sempre em Cristo, fonte inesgotável; reforçai a vossa fé, tendo a peito a formação espiritual, a oração pessoal e comunitária, a liturgia. Ao longo dos séculos, as Irmandades têm sido uma forja de santidade para muitas pessoas, que viveram com simplicidade uma relação intensa com o Senhor. Caminhai decididamente para a santidade; não vos contenteis com uma vida cristã medíocre, mas a vossa pertença sirva de estímulo, a começar por vós mesmos, para amar mais a Jesus Cristo.
2. Também a passagem que ouvimos dos Actos dos Apóstolos nos fala do que é essencial. Na Igreja nascente, houve imediatamente necessidade de discernir o que é essencial, e o que não o é, para uma pessoa ser cristã, para seguir Cristo. Os apóstolos e os demais anciãos fizeram uma reunião importante em Jerusalém, o primeiro «concílio», sobre este tema, devido aos problemas que surgiram depois que o Evangelho havia sido pregado aos pagãos, aos não judeus. Tratou-se de uma ocasião providencial para compreender melhor o que é essencial: acreditar em Jesus Cristo morto e ressuscitado pelos nossos pecados e amarmo-nos como Ele nos amou. Notai, porém, como as dificuldades foram superadas, não fora, mas dentro da Igreja. E aqui está um segundo elemento que gostaria de vos assinalar, como fez Bento XVI: a eclesialidade. A piedade popular é uma estrada que leva ao essencial, se for vivida na Igreja em profunda comunhão com os vossos Pastores. Amados irmãos e irmãs, a Igreja ama-vos! Sede uma presença activa na comunidade: células vivas, pedras vivas. Os bispos latino-americanos escreveram que a piedade popular, de que sois expressão, é «uma maneira legítima de viver a fé, um modo de se sentir parte da Igreja» (Documento de Aparecida, 264). Amai a Igreja! Deixai-vos guiar por ela! Nas paróquias, nas dioceses, sede um verdadeiro pulmão de fé e de vida cristã. Nesta Praça [de São Pedro], vejo uma grande variedade de cores e de sinais. Assim é a Igreja: uma grande riqueza e variedade de expressões em que tudo é reconduzido à unidade, ao encontro com Cristo.
3. Gostaria de acrescentar uma terceira palavra, que vos deve caracterizar: missionariedade. Vós tendes a missão específica e importante de manter viva a relação entre a fé e as culturas dos povos a que pertenceis, e fazei-lo através da piedade popular. Quando, por exemplo, levais em procissão o Crucifixo com tanta veneração e amor ao Senhor, não cumpris um mero acto exterior; mas indicais a centralidade do mistério pascal do Senhor, da sua Paixão, Morte e Ressurreição, que nos redimiu, e indicais, primeiramente a vós próprios e depois à comunidade, que é preciso seguir Cristo ao longo do caminho concreto da vida para que nos transforme. De igual modo, quando manifestais uma profunda devoção pela Virgem Maria, apontais a mais alta realização de existência cristã: Aquela que, pela sua fé e obediência à vontade de Deus e também pela sua meditação da Palavra e das acções de Jesus, é a discípula perfeita do Senhor (cf. Lumen gentium, 53). Esta fé, que nasce da escuta da Palavra de Deus, manifestai-la em formas que envolvem os sentidos, os sentimentos, os símbolos das diferentes culturas... E, deste modo, ajudais a transmiti-la ao povo, especialmente às pessoas simples, àqueles que Jesus chama no Evangelho «os pequeninos». Na realidade, «o caminhar juntos para os santuários e o participar em outras manifestações da piedade popular, levando também os filhos ou convidando a outras pessoas, é em si mesmo um gesto evangelizador» (Documento de Aparecida, 264). Sede também vós verdadeiros evangelizadores! As vossas iniciativas sejam «pontes», estradas que levem a Cristo a fim de caminhardes com Ele. E, neste espírito, permanecei sempre atentos à caridade. Cada cristão e cada comunidade é missionária na medida em que transmite e vive o Evangelho e testemunha o amor de Deus por todos, especialmente por quem se encontra em dificuldade. Sede missionários do amor e da ternura de Deus!
Evangelicidade, eclesialidade, missionariedade. Peçamos ao Senhor que oriente sempre a nossa mente e o nosso coração para Ele, como pedras vivas da Igreja, para que cada uma das nossas actividades e toda a nossa vida cristã sejam um luminoso testemunho da sua misericórdia e do seu amor. E assim caminharemos para a meta da nossa peregrinação terrena, para a Jerusalém do Céu. Lá já não há templo algum: o próprio Deus e o Cordeiro são o seu templo; e a luz do sol e da lua cedem o lugar à glória do Altíssimo. Assim seja.
(Praça de São Pedro, 5 de Maio de 2013)
Amados irmãos e irmãs!
No caminho do Ano da Fé, sinto-me feliz em celebrar esta Eucaristia especialmente dedicada às Irmandades: uma realidade com grande tradição na Igreja, que foi objecto de renovação e redescoberta nos últimos tempos. Com afecto vos saúdo a todos, e de modo especial às Irmandades vindas das mais diversas partes do mundo. Obrigado pela vossa presença e pelo vosso testemunho!
1. No Evangelho, ouvimos uma passagem tirada dos discursos de despedida de Jesus, referidos pelo evangelista João no contexto da Última Ceia. Jesus confia aos apóstolos seus últimos pensamentos, como se fosse um testamento espiritual, antes de os deixar. O texto de hoje põe em evidência que toda a fé cristã está centrada no relacionamento com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Quem ama o Senhor Jesus, no seu íntimo acolhe a Ele e ao Pai e, graças ao Espírito Santo, acolhe no seu próprio coração e na vida pessoal o Evangelho. Indica-se aqui o centro do qual tudo deve partir e ao qual tudo deve conduzir: amar a Deus, ser discípulos de Cristo, vivendo o Evangelho. Ao dirigir-se a vós, Bento XVI usou esta palavra: evangelicidade. Queridas Irmandades, a piedade popular, de que sois uma importante manifestação, é um tesouro que a Igreja tem e que os bispos latino-americanos, significativamente, definiram como uma espiritualidade, uma mística, que é um «espaço de encontro com Jesus Cristo». Bebei sempre em Cristo, fonte inesgotável; reforçai a vossa fé, tendo a peito a formação espiritual, a oração pessoal e comunitária, a liturgia. Ao longo dos séculos, as Irmandades têm sido uma forja de santidade para muitas pessoas, que viveram com simplicidade uma relação intensa com o Senhor. Caminhai decididamente para a santidade; não vos contenteis com uma vida cristã medíocre, mas a vossa pertença sirva de estímulo, a começar por vós mesmos, para amar mais a Jesus Cristo.
2. Também a passagem que ouvimos dos Actos dos Apóstolos nos fala do que é essencial. Na Igreja nascente, houve imediatamente necessidade de discernir o que é essencial, e o que não o é, para uma pessoa ser cristã, para seguir Cristo. Os apóstolos e os demais anciãos fizeram uma reunião importante em Jerusalém, o primeiro «concílio», sobre este tema, devido aos problemas que surgiram depois que o Evangelho havia sido pregado aos pagãos, aos não judeus. Tratou-se de uma ocasião providencial para compreender melhor o que é essencial: acreditar em Jesus Cristo morto e ressuscitado pelos nossos pecados e amarmo-nos como Ele nos amou. Notai, porém, como as dificuldades foram superadas, não fora, mas dentro da Igreja. E aqui está um segundo elemento que gostaria de vos assinalar, como fez Bento XVI: a eclesialidade. A piedade popular é uma estrada que leva ao essencial, se for vivida na Igreja em profunda comunhão com os vossos Pastores. Amados irmãos e irmãs, a Igreja ama-vos! Sede uma presença activa na comunidade: células vivas, pedras vivas. Os bispos latino-americanos escreveram que a piedade popular, de que sois expressão, é «uma maneira legítima de viver a fé, um modo de se sentir parte da Igreja» (Documento de Aparecida, 264). Amai a Igreja! Deixai-vos guiar por ela! Nas paróquias, nas dioceses, sede um verdadeiro pulmão de fé e de vida cristã. Nesta Praça [de São Pedro], vejo uma grande variedade de cores e de sinais. Assim é a Igreja: uma grande riqueza e variedade de expressões em que tudo é reconduzido à unidade, ao encontro com Cristo.
3. Gostaria de acrescentar uma terceira palavra, que vos deve caracterizar: missionariedade. Vós tendes a missão específica e importante de manter viva a relação entre a fé e as culturas dos povos a que pertenceis, e fazei-lo através da piedade popular. Quando, por exemplo, levais em procissão o Crucifixo com tanta veneração e amor ao Senhor, não cumpris um mero acto exterior; mas indicais a centralidade do mistério pascal do Senhor, da sua Paixão, Morte e Ressurreição, que nos redimiu, e indicais, primeiramente a vós próprios e depois à comunidade, que é preciso seguir Cristo ao longo do caminho concreto da vida para que nos transforme. De igual modo, quando manifestais uma profunda devoção pela Virgem Maria, apontais a mais alta realização de existência cristã: Aquela que, pela sua fé e obediência à vontade de Deus e também pela sua meditação da Palavra e das acções de Jesus, é a discípula perfeita do Senhor (cf. Lumen gentium, 53). Esta fé, que nasce da escuta da Palavra de Deus, manifestai-la em formas que envolvem os sentidos, os sentimentos, os símbolos das diferentes culturas... E, deste modo, ajudais a transmiti-la ao povo, especialmente às pessoas simples, àqueles que Jesus chama no Evangelho «os pequeninos». Na realidade, «o caminhar juntos para os santuários e o participar em outras manifestações da piedade popular, levando também os filhos ou convidando a outras pessoas, é em si mesmo um gesto evangelizador» (Documento de Aparecida, 264). Sede também vós verdadeiros evangelizadores! As vossas iniciativas sejam «pontes», estradas que levem a Cristo a fim de caminhardes com Ele. E, neste espírito, permanecei sempre atentos à caridade. Cada cristão e cada comunidade é missionária na medida em que transmite e vive o Evangelho e testemunha o amor de Deus por todos, especialmente por quem se encontra em dificuldade. Sede missionários do amor e da ternura de Deus!
Evangelicidade, eclesialidade, missionariedade. Peçamos ao Senhor que oriente sempre a nossa mente e o nosso coração para Ele, como pedras vivas da Igreja, para que cada uma das nossas actividades e toda a nossa vida cristã sejam um luminoso testemunho da sua misericórdia e do seu amor. E assim caminharemos para a meta da nossa peregrinação terrena, para a Jerusalém do Céu. Lá já não há templo algum: o próprio Deus e o Cordeiro são o seu templo; e a luz do sol e da lua cedem o lugar à glória do Altíssimo. Assim seja.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
RENOVAÇÃO DE COMPROMISSO DA MECE NA PARÓQUIA DO ANIL
DIA 2 DE MAIO A PARÓQUIA DO ANIL CELEBROU A RENOVAÇÃO DE COMPROMISSO DOS MINISTROS EXTRAORDINÁRIOS DA COMUNHÃO EUCARÍSTICA. DEUS SEJA LOUVADO!!!
quarta-feira, 1 de maio de 2013
JUBILEU DE PRATA SACERDOTAL DE FREI JOSÉ ANTONIO MACAPUNA - IGREJA DO CARMO
Caro frei Macapuna, em nome de nossa turma frei
Nilton, frei Luís Leitão e frei Arimatéia, queremos manifestar-lhe nossa
alegria e apreço pelos 25 anos de vida sacerdotal a serviço da Igreja e do povo
de Deus.
Neste dia de júbilo, louvamos a Deus pela sua
contribuição em nossa formação humana e religiosa, tanto em Capanema-Pa, no
aspirantado, de 1988, quando você ainda estava cheirando o óleo da consagração
presbiteral, a 1989; quanto em Belém do Pará, no estudantado de Teologia, de
1995 a 1997.
25 anos já se passaram, desde que você
foi ordenado sacerdote, e nós ainda hoje sentimos em você aquele entusiasmo do
neo-sacerdote que nos introduzia na experiência da vida religiosa capuchinha
nos animando para a vivência dos valores inerentes ao nosso estilo de vida,
como a oração pessoal, a disciplina, a fraternidade, o estudo, a radicalidade,
a simplicidade e a pobreza evangélica.
Frei Macapuna foi sempre um sacerdote
muito zeloso para com a liturgia, a oração pessoal, direção espiritual,
pregação de retiros, preparação de suas homilias, enfim, eu diria que ele pode
ser definido como o “homem da Palavra” e filho autêntico de São Francisco de
Assis.
Que o Senhor que o chamou há 25 anos
para o ministério sacerdotal, consagrando suas mãos para abençoar, para perdoar
e para consagrar, continue derramando muitas graças copiosas em sua vida, a fim
de que possa perseverar no exercício deste ministério para a sua santificação e
a do povo que lhe foi confiado.
Que Maria santíssima, a Mãe do
sacerdote por excelência, o acompanhe durante este dia festivo e por toda a
vida. Parabéns, frei Macapuna! “Você é sacerdote para sempre”.
FREI JOSÉ NILTON PARABENIZA FREI MACAPUNA
Gostaria
neste dia de externar os meus sentimentos de alegria e gratidão ao nosso
querido frei Macapuna neste dia que se celebra as suas bodas de prata
sacerdotal. Este é, sem dúvida, um dia de grande festa para toda a nossa
circunscrição e senti muito por não poder me fazer presente nesta celebração,
afinal nossa turma foi a primeira que o nosso homenageado acompanhou no
seminário menor de Capanema, logo após a sua ordenação em 1988. Ainda lembro a
nossa primeira reunião com o nosso novo diretor que iniciou a sua fala dizendo
que era um servo servorum Dei. Que tinha vindo, sobretudo, para servir à Ordem
e à Província no serviço da formação. Como aprendemos com esse nosso irmão que
sempre foi "FIRME SEM JAMAIS PERDER A TERNURA".
A nossa turma sempre nutriu uma grande admiração e estima pelo nosso Frei Macapuna seja por conta dessa primeira etapa de nossa formação quanto pela ùltima etapa (teologia) quando o tivemos, novamente, como guardião e formador. Nunca tivemos problemas de relacionamento com o mesmo, muito pelo contrário: ao mesmo tempo que tínhamos grande respeito e admiração pela sua postura séria o tratávamos carinhosamente de "MORENO". Por todas estas belas experiências gostaria de dizer em MEU nome e da nossa turma MUITO OBRIGADO querido frei Macapuna e que Deus te recompense por aquilo que você é, e por aquilo que você fez e continua fazendo pela nossa Província e nossa Ordem. Parabéns. Frei Nilton Leandro
A nossa turma sempre nutriu uma grande admiração e estima pelo nosso Frei Macapuna seja por conta dessa primeira etapa de nossa formação quanto pela ùltima etapa (teologia) quando o tivemos, novamente, como guardião e formador. Nunca tivemos problemas de relacionamento com o mesmo, muito pelo contrário: ao mesmo tempo que tínhamos grande respeito e admiração pela sua postura séria o tratávamos carinhosamente de "MORENO". Por todas estas belas experiências gostaria de dizer em MEU nome e da nossa turma MUITO OBRIGADO querido frei Macapuna e que Deus te recompense por aquilo que você é, e por aquilo que você fez e continua fazendo pela nossa Província e nossa Ordem. Parabéns. Frei Nilton Leandro
FREI SÍLVIO ALMEIDA - PARABENIZA FREI MACAPUNA PELOS 25 ANOS DE PADRE
Caríssimos frei Macapuna
Paz e Bem!
O sacerdócio é
um dom diante do qual a atitude mais sensata seria o silêncio da admiração. É
um mistério tão grande que a nossa simples razão humana não é capaz de entender
na totalidade. Por isso nos resta aquela atitude própria do nosso seráfico pai
Francisco quando diz que, se encontrasse um anjo e um sacerdote, beijaria
primeiro as mãos do sacerdote e pediria a sua benção.
Mesmo sendo
consciente da nossa impossibilidade de definir o que é o sacerdócio, podemos,
todavia, tentar de compreendê-lo de um determinando ponto de vista, por
exemplo, na perspectiva do serviço. De fato o sacerdócio é um serviço de Deus
ao mundo. Não se trata de um serviço do sacerdote, mas de Deus. É Deus quem
escolhe, elege, chama e envia. O serviço do sacerdote estar exatamente no se
deixar conduzir por Deus reconduzindo a humanidade a Ele. É esse o movimento no
qual se configura o ministério sacerdotal. Levar Deus em todas as partes e
reconduzir a Ele todas as pessoas.
Nesse
movimento entre Deus e o mundo e vice-versa, uma coisa se faz necessária: o
testemunho. Testemunhar significa exatamente contar o que nós vimos, nem de
mais e nem de menos! Mas somente aquele que viu e sentiu Deus na própria vida
pode testemunhar e seu testemunho é verdadeiro e autêntico. Desse modo o
encontro com Deus que cada dia o sacerdote vida de maneira muito particular na
eucaristia deve ser a fonte, não somente da sua espiritualidade, mas também do
seu apostolado e de toda a sua vida. Assim aprendemos que os frutos não são
nossos, mas de Deus, que somos somente instrumentos da multiforme graça de
Deus.
Penso que
nesses 25 anos de existência sacerdotal o senhor não fez outra coisa que isso,
procurar testemunhar com a vida que Cristo é presente no meio de nós e que sua
presença se faz concreta, de modo muito especial, através da vida do sacerdote
que mediante a celebração sacramental e o ensinamento da palavra proporciona o
encontro entre o humano e o divino.
Celebrar 25 de
vida sacerdotal é uma graça que somente quem celebra pode experimentar. É poder
se apresentar diante de Deus, como na primeira vez quando se é ordenado, não
mais para iniciar um caminho, mas para renovar as promessas de fidelidade
radical até a morte. É essa a alegria de quem celebra, mas é essa a alegria de
quem fez parte dessa longa história, sobretudo de quem é fruto dela.
Hoje agradeço
a Deus pela oportunidade que tive de experimentar, e em parte ser fruto, essa
história de entrega e dedicação a Deus. Quando no ano de 1990 eu entrava pela
porta do seminário menor de Capanema, era o senhor que me acolhia e me ajudava
a dar os primeiros passos nessa longa estrada. Agradeço a Deus pelo seu
ministério, pela sua existência, pela sua capacidade de levar Deus ao mundo e
reconduzir o mundo a Ele. Que o Senhor Deus seja sempre a sua força e a única
razão do seu ministério, hoje e sempre!
Um grande
abraço,
Fr. Silvio de
Almeida
Roma, memória
de são José, 01.05.2013.
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