Que a Imaculada Conceição te abençoe pela visita, hoje é

sábado, 20 de abril de 2013

DOMINGO DO BOM PASTOR - "AS VOCAÇÕES SINAL DA ESPERANÇA FUNDADA NA FÉ"



 
MENSAGEM DO SANTO PADRE
PARA O 50º DIA MUNDIAL
DE ORAÇÕES PELAS VOCAÇÕES
21 DE ABRIL DE 2013 - IV DOMINGO DE PÁSCOA
Tema: As vocações sinal da esperança fundada na fé
Amados irmãos e irmãs!
No quinquagésimo Dia Mundial de Oração pelas Vocações que será celebrado no IV Domingo de Páscoa, 21 de Abril de 2013, desejo convidar-vos a reflectir sobre o tema «As vocações sinal da esperança fundada na fé», que bem se integra no contexto do Ano da Fé e no cinquentenário da abertura do Concílio EcuménicoVaticano II. Decorria o período da Assembleia conciliar quando o Servo de Deus PauloVI instituiu este Dia de unânime invocação a Deus Pai para que continue a enviar operários para a sua Igreja (cf. Mt 9,38). «O problema do número suficiente de sacerdotes –sublinhava então o Sumo Pontífice– interpela todos os fiéis, não só porque disso depende o futuro da sociedade cristã, mas também porque este problema é o indicador concreto e inexorável da vitalidade de fé e amor de cada comunidade paroquial e diocesana, e o testemunho da saúde moral das famílias cristãs. Onde desabrocham numerosas as vocações para o estado eclesiástico e religioso, vive-se generosamente segundo o Evangelho» (Paulo VI, Radiomensagem, 11 de Abril de 1964).
Nestas cinco décadas, as várias comunidades eclesiais dispersas pelo mundo inteiro têm-se espiritualmente unido todos os anos, no IV Domingo de Páscoa, para implorar de Deus o dom de santas vocações e propor de novo à reflexão de todos a urgência da resposta à chamada divina. Na realidade, este significativo encontro anual tem favorecido fortemente o empenho por se consolidar sempre mais, no centro da espiritualidade, da acção pastoral e da oração dos fiéis, a importância das vocações para o sacerdócio e a vida consagrada.
A esperança é expectativa de algo de positivo para o futuro, mas que deve ao mesmo tempo sustentar o nosso presente, marcado frequentemente por dissabores e insucessos. Onde está fundada a nossa esperança? Olhando a história do povo de Israel narrada no Antigo Testamento, vemos aparecer constantemente, mesmo nos momentos de maior dificuldade como o exílio, um elemento que os profetas de modo particular não cessam de recordar: a memória das promessas feitas por Deus aos Patriarcas; memória essa que requer a imitação do comportamento exemplar de Abraão, o qual– como sublinha o Apóstolo Paulo– «foi com uma esperança, para além do que se podia esperar, que ele acreditou e assim se tornou pai de muitos povos, conforme o que tinha sido dito: Assim será a tua descendência» (Rm 4,18). Então, uma verdade consoladora e instrutiva que emerge de toda a história da salvação é a fidelidade de Deus à aliança, com a qual Se comprometeu e que renovou sempre que o homem a rompeu pela infidelidade, pelo pecado, desde o tempo do dilúvio (cf. Gn 8,21-22) até ao êxodo e ao caminho no deserto (cf. Dt 9,7); fidelidade de Deus que foi até ao ponto de selar anova e eterna aliança com o homem por meio do sangue de seu Filho, morto e ressuscitado para a nossa salvação.
Em todos os momentos, sobretudo nos mais difíceis, é sempre a fidelidade do Senhor– verdadeira força motriz da história da salvação–que faz vibrar os corações dos homens e mulheres e os confirma na esperança de chegar um dia à «Terra Prometida». O fundamento seguro de toda a esperança está aqui: Deus nunca nos deixa sozinhos e permanece fiel à palavra dada. Por este motivo, em toda a situação, seja ela feliz ou desfavorável, podemos manter uma esperança firme, rezando como salmista: «Só em Deus descansa a minha alma, d’Ele vem a minha esperança»(Sl 62/61,6). Portanto ter esperança equivale a confiar no Deus fiel, que mantém as promessas da aliança. Por isso, a fé e a esperança estão intimamente unidas. A esperança «é, de facto, uma palavra central da fé bíblica, a ponto de, em várias passagens, ser possível intercambiar os termos “fé” e “esperança”. Assim, a Carta aos Hebreus liga estreitamente a “plenitude da fé” (10,22) com a “imutável profissão da esperança” (10,23). De igual modo, quando a Primeira Carta de Pedro exorta os cristãos a estarem sempre prontos a responder a propósito do logos – o sentido e a razão – da sua esperança (3,15), “esperança” equivale a “fé”» (Enc. Spe salvi, 2).
Amados irmãos e irmãs, em que consiste a fidelidade de Deus à qual podemos confiar-nos com firme esperança? Consiste no seu amor. Ele, que é Pai, derrama o seu amor no mais íntimo de nós mesmos, através do Espírito Santo(cf.Rm 5,5).E é precisamente este amor, manifestado plenamente em Jesus Cristo, que interpela a nossa existência, pedindo a cada qual uma resposta a propósito do que quer fazer da sua vida e quanto está disposto a apostar para a realizar plenamente. Por vezes o amor de Deus segue percursos surpreendentes, mas sempre alcança a quantos se deixam encontrar. Assim a esperança nutre-se desta certeza: «Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1 Jo 4,16). E este amor exigente e profundo, que vai além da superficialidade, infunde-nos coragem, dá-nos esperança no caminho da vida e no futuro, faz-nos ter confiança em nós mesmos, na história e nos outros. Apraz-me repetir, de modo particular a vós jovens, estas palavras: «Que seria da vossa vida, sem este amor? Deus cuida do homem desde a criação até ao fim dos tempos, quando completar o seu desígnio de salvação. No Senhor ressuscitado, temos a certeza da nossa esperança» (Discurso aos jovens da diocese de São Marino-Montefeltro, 19 de Junho de 2011).
Também hoje, como aconteceu durante a sua vida terrena, Jesus, o Ressuscitado, passa pelas estradas da nossa vida e vê-nos imersos nas nossas actividades, com os nossos desejos e necessidades. É precisamente no nosso dia-a-dia que Ele continua a dirigir-nos a sua palavra; chama-nos a realizar a nossa vida com Ele, o único capaz de saciar a nossa sede de esperança. Vivente na comunidade de discípulos que é a Igreja, Ele chama também hoje a segui-Lo. E este apelo pode chegar em qualquer momento. Jesus repete também hoje: «Vem e segue-Me!» (Mc 10,21). Para acolher este convite, é preciso deixar de escolher por si mesmo o próprio caminho. Segui-Lo significa entranhar a própria vontade na vontade de Jesus, dar-Lhe verdadeiramente a precedência, antepô-Lo a tudo o que faz parte da nossa vida :família, trabalho, interesses pessoais, nós mesmos. Significa entregar-Lhe a própria vida, viver com Ele em profunda intimidade, por Ele entrar em comunhão com o Pai no Espírito Santo e, consequentemente, com os irmãos e irmãs. Esta comunhão de vida com Jesus é o «lugar» privilegiado onde se pode experimentara esperança e onde a vida será livre e plena.
As vocações sacerdotais e religiosas nascem da experiência do encontro pessoal com Cristo, do diálogo sincero e familiar com Ele, para entrar na sua vontade. Por isso, é necessário crescer na experiência de fé, entendida como profunda relação com Jesus, como escuta interior da sua voz que ressoa dentro de nós. Este itinerário, que torna uma pessoa capaz de acolher a chamada de Deus, é possível no âmbito de comunidades cristãs que vivem uma intensa atmosfera de fé, um generoso testemunho de adesão ao Evangelho, uma paixão missionária que induza a pessoa à doação total de si mesma pelo Reino de Deus, alimentada pela recepção dos sacramentos, especialmente a Eucaristia, e por uma fervorosa vida de oração. Esta «deve, por um lado, ser muito pessoal, um confronto do meu eu com Deus, com o Deus vivo; mas, por outro, deve ser incessantemente guiada e iluminada pelas grandes orações da Igreja e dos santos, pela oração litúrgica, na qual o Senhor nos ensina continuamente a rezar de modo justo» (Enc. Spe salvi, 34).
A oração constante e profunda faz crescera fé da comunidade cristã, na certeza sempre renovada de que Deus nunca abandona o seu povoe que o sustenta suscitando vocações especiais, para o sacerdócio e para a vida consagrada, que sejam sinais de esperança para o mundo. Na realidade, os presbíteros e os religiosos são chamados a entregar-se de forma incondicional ao Povo de Deus, num serviço de amor ao Evangelho e à Igreja, num serviço àquela esperança firme que só a abertura ao horizonte de Deus pode gerar.
Assim eles, com o testemunho da sua fé e com o seu fervor apostólico, podem transmitir, em particular às novas gerações, o ardente desejo de responder generosa e prontamente a Cristo, que chama a segui-Lo mais de perto. Quando um discípulo de Jesus acolhe a chamada divina para se dedicar ao ministério sacerdotal ou à vida consagrada, manifesta-se um dos frutos mais maduros da comunidade cristã, que ajuda a olhar com particular confiança e esperança para o futuro da Igreja e o seu empenho de evangelização. Na verdade, sempre terá necessidade de novos trabalhadores para a pregação do Evangelho, a celebração da Eucaristia, o sacramento da Reconciliação.
Por isso, oxalá não faltem sacerdotes zelosos que saibam estar ao lado dos jovens como «companheiros de viagem», para os ajudarem, no caminho por vezes tortuoso e obscuro da vida, a reconhecer Cristo, Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14,6); para lhes proporem com coragem evangélica a beleza do serviço a Deus,à comunidade cristã, aos irmãos. Não faltem sacerdotes que mostrem a fecundidade de um compromisso entusiasmante, que confere um sentido de plenitude à própria existência, porque fundado sobre a fé n’Aquele que nos amou primeiro (cf. 1 Jo 4,19).
Do mesmo modo, desejo que os jovens, no meio de tantas propostas superficiais e efémeras, saibam cultivar a atracção pelos valores, as metas altas, as opções radicais por um serviço aos outros seguindo os passos de Jesus. Amados jovens, não tenhais medo de O seguir e de percorrer os caminhos exigentes e corajosos da caridade e do compromisso generoso. Sereis felizes por servir, sereis testemunhas daquela alegria que o mundo não pode dar, sereis chamas vivas de um amor infinito e eterno, aprendereis a «dar a razão da vossa esperança» (1 Ped 3,15).
Vaticano, 6 de Outubro 2012.
PAPA BENTO XVI

II - FEIJOADA FRATERNA PRÓ-SEMINÁRIO - PARTICIPE!!!

A Paróquia do Anil convida você e sua família, para participarem da II FEIJOADA FRATERNA PRÓ-SEMINÁRIO, a ser realizada no dia 21 de abril de 2013, às 11:00h. na Quadra de Esporte da Igreja do Anil. Venha e traga consigo muitos amigos e amigas!!!









sexta-feira, 19 de abril de 2013

CATEQUESE DE ADULTOS NA PARÓQUIA DO ANIL - TODA SEXTA-FEIRA ÁS 19:30H. PARTICIPE CONOSCO!!!

A Paróquia do Anil reestruturou a catequese de adultos. Agora acontece toda sexta-feira às 19:30h. no Salão paroquial da matriz; temos contado com a presença de aproximadamente 70 catequizandos e também vários catequistas que acompanham a formação. Atualmente, os encontros estão sendo animados e ministrados pelos seguintes catequistas: frei Arimatéia, frei Farias, frei Márcio, Irmã Beise, frei Luís Leitão, Luiz Carlos e Irmã Luiza de São José. Que Deus nos abençoe nesta caminhada de formação!!!




EM MAIO PAPA FRANCISCO VAI CELEBRAR A PRIMEIRA EUCARISTIA EM PARÓQUIA ROMANA


 
Cidade do Vaticano (RV) – No próximo dia 26 de maio, o Papa Francisco deverá realizar sua primeira visita a uma paróquia romana, ocasião em que celebrará a Primeira Comunhão de 44 crianças. Teria sido o próprio Papa Francisco a telefonar para o Pároco da Igreja dos Santos Isabel e Zacarias, Padre Benoni Ambarus, de nacionalidade romena, para confirmar a visita.
O Santo Padre havia sido convidado pelo Presidente do Centro Astalli – que trabalha com refugiados -, Padre Giovanni Lamanna. Após ter aceitado o convite, telefonou pessoalmente para o número de celular do Padre Benoni confirmando a visita. Inicialmente, o surpreso sacerdote pensou tratar-se de uma brincadeira.
A comunidade paroquial encheu-se de alegria com a notícia, pois não se trata de apenas uma visita pastoral, mas Papa Francisco dará pessoalmente a Primeira Comunhão a 44 crianças da Paróquia. Padre Benoni explicou que as crianças foram divididas em três grupos, mas mesmo quem já recebeu a Primeira Comunhão poderá participar novamente para recebê-la pessoalmente das mãos do Santo Padre.
A Paróquia dos Santos Isabel e Zacarias, na Via Flaminia, será a primeira de uma série de paróquias de Roma que o Papa Bergoglio pretende visitar, para manifestar a sua proximidade ao seu povo, como anunciado ao início de sua eleição. Padre Ambarus afirmou que não se surpreenderá se o Papa decidir ficar para o almoço.
(JE)

 

 

PREGAÇÃO DE FREI RANIERO CANTALAMESSA, OFMCap.


 
Sexta-Feira Santa na Basílica de São Pedro

Cidade do Vaticano, 29 de Março de 2013

“Todos pecaram e se privaram da glória de Deus, mas foram justificados gratuitamente pela sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus. Deus o predeterminou para a propiciação por meio da fé no seu sangue [...], para provar a sua justiça no tempo presente, a fim de que ele seja justo e justifique aquele que tem fé em Jesus” (Rm 3, 23-26).

Chegamos ao ápice do ano da fé e ao seu momento decisivo. Esta é a fé que salva, “a fé que vence o mundo” (1 Jo 5,5)! A fé, apropriação pela qual tornamos nossa a salvação operada por Cristo e nos vestimos do manto da sua justiça. Por um lado, temos a mão estendida de Deus, que oferece a sua graça ao homem; por outro, a mão do homem, que se estende para recebê-la mediante a fé. A “nova e eterna aliança” é selada com um aperto de mão entre Deus e o homem.

Nós temos a possibilidade de tomar, neste dia, a decisão mais importante da vida, aquela que nos abre de par em par os portões da eternidade: acreditar! Acreditar que “Jesus morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para a nossa justificação” (Rm 4, 25)! Numa homilia pascal do século IV, o bispo proclamava estas palavras excepcionalmente contemporâneas e, de certa forma, existenciais: “Para cada homem, o princípio da vida é aquele a partir do qual Cristo foi imolado por ele. Mas Cristo se imola por ele no momento em que ele reconhece a graça e se torna consciente da vida que aquela imolação lhe proporcionou” (Homilia de Páscoa no ano de 387; SCh 36, p. 59 s.).

Esta Sexta-feira Santa, celebrada no ano da fé e na presença do novo sucessor de Pedro, poderá ser, se quisermos, o início de uma nova vida. O bispo Hilário de Poitiers, que se converteu ao cristianismo quando já era adulto, afirmava, ao olhar para trás antes de sua conversão: “Antes de te conhecer, eu não existia” e diz a Jesus ”Antes de te conhecer eu não existia”.

O necessário é apenas nos situarmos na verdade, reconhecermos que precisamos ser justificados, que não nos auto-justificamos. O publicano da parábola subiu ao templo e fez uma brevíssima oração: “Ó Deus, tem piedade de mim, pecador”. E Jesus diz que aquele homem foi para casa “justificado”, ou seja, transformado em homem justo, perdoado, feito criatura nova; cantando alegremente, penso, dentro do seu coração (Lc 18,14).

***

Como o alpinista que, superando uma passagem perigosa, faz uma parada para retomar o fôlego e admirar a paisagem que se abre à sua frente, assim o apóstolo Paulo, no início do capítulo quinto da Carta aos Romanos, depois de proclamar a justificação pela fé, escreve: “Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus graças a nosso Senhor Jesus Cristo, por meio de quem obtivemos acesso, pela fé, a esta graça (paz, fé, graça) na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.

Mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência produz a experiência, e a experiência, a esperança. Ora, a esperança não nos decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5. 1-5).

Hoje, a partir de satélites artificiais, são tiradas fotografias infravermelhas de regiões inteiras da terra e de todo o planeta. Como é diferente a paisagem vista de cima, à luz desses raios, em comparação com o que vemos à luz natural e estando presentes no local! Eu me lembro de uma das primeiras fotos de satélite que correram o mundo, reproduzindo a península inteira do Sinai. As cores eram muito diferentes, eram mais evidentes os relevos e as depressões. É um símbolo. A vida humana, vista pelo infravermelho da fé, do alto do Calvário, também se mostra diferente de como é vista “a olho nu”.

“Tudo”, dizia o sábio do Antigo Testamento, “acontece para o justo e para o ímpio… Percebi que, sob o sol, em vez da lei existe a iniquidade, e, no lugar da justiça, a maldade” (Eclesiastes 3, 16; 9, 2). Em todos os tempos, de fato, viu-se a maldade triunfante e a inocência humilhada. Mas para que não se pense que no mundo não há nada de fixo e de certo, observa Bossuet, às vezes se vê o oposto, ou seja, a inocência no trono e a maldade no cadafalso. Mas o que o Eclesiastes concluía? “Então eu pensei: Deus julgará o justo e o ímpio, porque há um tempo para cada coisa” (Eclesiastes 3, 17). Ele encontra o ponto de observação justo.

O que o Eclesiastes não podia saber, mas que nós sabemos, é que esse juízo já aconteceu: “Agora”, diz Jesus, caminhando para a sua paixão, “é o julgamento deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo; e eu, quando for levantado da terra, atrairei todos para mim” (Jo 12, 31-32).

Em Cristo morto e ressuscitado, o mundo chegou ao seu destino final. E é necessário fé para acreditar. O progresso da humanidade avança a um ritmo vertiginoso e a humanidade vê desenrolar-se, à sua frente, horizontes novos e inesperados, fruto das suas descobertas. Pode-se dizer, porém, que já chegou o fim do tempo, porque em Cristo, que subiu à direita do Pai, a humanidade encontrou o seu objetivo final. Já começaram os novos céus e a nova terra.

Apesar de toda a miséria, injustiça e monstruosidade na terra, Ele já inaugurou a ordem definitiva no mundo. O que vemos com os nossos olhos pode nos sugerir o contrário, mas o mal e a morte foram, na verdade, derrotados para sempre. As suas fontes secaram; a realidade é que Jesus é o Senhor. O mal foi vencido radicalmente pela redenção que ele realizou.

Uma coisa, acima de tudo, parece diferente quando vista através dos olhos de fé: a morte! Cristo entrou na morte como se entra numa prisão escura, mas saiu dela pela muralha oposta. Ele não voltou por onde tinha entrado, como Lázaro, que tornara à vida para depois morrer de novo. Cristo abriu uma brecha para a vida que ninguém poderá fechar e pela qual todos podem segui-lo. A morte não é mais um muro contra o qual se parte toda esperança humana; ela se tornou uma ponte para a eternidade. Uma “ponte dos suspiros”, talvez, porque ninguém gosta do fato de morrer, mas uma ponte, não mais um abismo que engole tudo. “O amor é forte como a morte”, diz o Cântico dos Cânticos (8,6). Em Cristo, ele émais forte do que a morte!

Na sua “História Eclesiástica do Povo Inglês”, Beda, o Venerável, relata como a fé cristã chegou até o norte da Inglaterra. Quando os missionários vindos de Roma chegaram a Northumberland, o rei do lugar convocou um conselho de notáveis ​​para decidir se permitia ou não que eles divulgassem a nova mensagem. Alguns dos presentes foram a favor, outros contra. Em dado momento, um pássaro entrou por um buraco na parede, pairou assustado na sala e desapareceu por outro buraco, na parede oposta.

Então, levantou-se um dos presentes e disse: “Senhor, a nossa vida neste mundo é como aquele pássaro. Viemos não sabemos de onde, desfrutamos por um breve instante da luz e do calor deste mundo e depois desaparecemos de novo na escuridão, sem saber para onde estamos indo. Se estes homens podem nos revelar alguma coisa do mistério da nossa vida, devemos ouvi-los”.

A fé cristã poderia voltar ao nosso continente e ao mundo secularizado pela mesma razão por que já entrou nele antes: como a única doutrina que tem uma resposta segura para dar às grandes questões da vida e da morte.

***

A cruz separa os crentes dos não crentes, porque, para alguns, ela é escândalo e loucura, e, para outros, é poder de Deus e sabedoria de Deus (cf. I Cor 1, 23-24). Em sentido mais profundo, ela une todos homens, crentes e não crentes. “Jesus tinha que morrer [...] não por uma nação, mas para reunir todos os filhos de Deus que andavam dispersos” (Jo 11, 51 s.). Os novos céus e a nova terra são de todos e para todos, porque Cristo morreu por todos.

A urgência decorrente de tudo isto é evangelizar: “O amor de Cristo nos impele, ao pensarmos que um só morreu por todos” (II Cor 5,14). Nos impele a evangelizar! Nós anunciamos ao mundo a boa notícia de que “não há nenhuma condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus, porque a lei do Espírito que dá vida em Cristo Jesus nos libertou da lei do pecado e da morte” (Rm 8, 1-2).

(Padre Cantalamessa repetiu esta frase em várias línguas)

Há um conto, do judeu Franz Kafka, que é um poderoso símbolo religioso e que assume um novo significado, quase profético, na Sexta-Feira Santa: “Uma Mensagem Imperial”. Fala de um rei que, em seu leito de morte, chama um súdito e lhe sussurra ao ouvido uma mensagem. É tão importante aquela mensagem que ele faz o súdito repeti-la ao seu próprio ouvido para ter certeza de que o escutou bem. O mensageiro parte, logo em seguida. Mas ouçamos o resto da história diretamente do autor, com o tom onírico, de pesadelo, quase, que é típico deste escritor:

“Projetando um braço aqui, outro acolá, o mensageiro abre alas por entre a multidão e avança ligeiro como ninguém. Mas a multidão é imensa, e as suas moradas, exterminadas. Como voaria se tivesse via livre! Mas ele se esforça em vão; ainda continua a se afanar pelas salas interiores do palácio, do qual nunca sairá. E mesmo que conseguisse, isto nada quereria dizer: ele teria que lutar para descer as escadas. E mesmo que conseguisse, ainda nada teria feito: haveria que cruzar os pátios; e, depois dos pátios, o segundo círculo dos edifícios. Se conseguisse precipitar-se, finalmente, para fora da última porta – mas isso nunca, nunca poderá acontecer – eis que, diante dele, alçar-se-ia a cidade imperial, o centro do mundo, em que montanhas de seus detritos se amontoam. Lá no meio, ninguém é capaz de avançar, nem mesmo com a mensagem de um morto. Tu, no entanto, te sentas à tua janela e sonhas com aquela mensagem quando a noite vem” (Franz Kafka, Uma Mensagem Imperial, em Contos).

Do seu leito de morte, também Cristo confiou à sua Igreja uma mensagem: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16, 15). Ainda existem muitos homens que se sentam à janela e sonham, sem saber, com uma mensagem como aquela. João, como acabamos de ouvir, afirma que o soldado perfurou o lado de Cristo na cruz “para que se cumprisse a Escritura, que diz: Hão-de olhar para Aquele que trespassaram” (Jo 19, 37). No Apocalipse, ele acrescenta: “Eis que vem sobre as nuvens e todo olho o verá; até os mesmos que o trespassaram, e todas as tribos da terra se lamentarão por ele” (Ap 1,7).

Esta profecia não anuncia a última vinda de Cristo, quando já não for o tempo da conversão, mas do julgamento. Ela descreve, em vez disso, a realidade da evangelização. Nela ocorre uma vinda misteriosa, mas real, do Senhor que traz a salvação. O seu pranto não será de desespero, mas de arrependimento e de consolação. Este é o significado da profecia da Escritura, que João vê realizada no lado trespassado de Cristo, ou seja, o texto de Zacarias 12, 10: “Derramarei sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém o Espírito de graça e de consolação; eles olharão para mim , para aquele a quem trespassaram”.

A evangelização tem uma origem mística; é um dom que vem da cruz de Cristo, daquele lado aberto, daquele sangue e água. O amor de Cristo, como o da Trindade, do qual é a manifestação histórica, é “diffusivum sui”, tende a se expandir e chegar a todas as criaturas, “especialmente as mais necessitadas da sua misericórdia”. A evangelização cristã não é conquista, não é propaganda; é o dom de Deus para o mundo em seu Filho Jesus. É dar ao Chefe a alegria de sentir a vida fluir do seu coração para o seu corpo, até vivificar os seus membros mais distantes.

Temos de fazer todo o possível para que a Igreja se pareça cada vez menos ao castelo complicado e assombroso descrito por Kafka, e para que a mensagem possa sair dela tão livre e alegre como quando começou a sua corrida. Sabemos quais são os impedimentos que podem reter o mensageiro: as muralhas divisórias, começando por aquelas que separam as várias igrejas cristãs umas das outras; a burocracia excessiva; os resíduos de cerimoniais, leis e disputas do passado, que se tornaram, enfim, apenas detritos.

Jesus diz em Apocalipse que está à porta e bate. Às vezes, como foi observado por nosso Papa Francisco, não bate para entrar, mas de dentro, porque quer sair até as periferias existenciais do pecado, da dor, da injustiça, da ignorância, da indiferença religiosa, de todas as formas de miséria.

Acontece como em certas construções antigas. Ao longo dos séculos, para adaptar-se às exigências do momento, houve profusão de divisórias, escadarias, salas e câmaras. Chega um momento em que se percebe que todas essas adaptações já não respondem às necessidades atuais; servem, antes, de obstáculo, e temos então de ter a coragem de derrubá-las e trazer o prédio de volta à simplicidade e à linearidade das suas origens. Foi a missão que recebeu, um dia, um homem que orava diante do crucifixo de São Damião: “Vai, Francisco, e reforma a minha Igreja”.

“Quem está à altura dessa tarefa?”, perguntava-se o Apóstolo Paulo, aterrorizado, diante da tarefa de ser no mundo “o aroma de Cristo”; e eis a sua resposta, que é verdade também agora: “Não é que sejamos capazes de pensar alguma coisa como se viesse de nós; já que toda a nossa capacidade vem de Deus. Ele nos fez idôneos para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito, pois a letra mata, mas o Espírito dá vida” (II Cor 2, 16; 3, 5-6).

Que o Espírito Santo, neste momento em que se abre para a Igreja um novo tempo, cheio de esperança, redesperte nos homens que estão à janela a esperar a mensagem e, nos mensageiros, a vontade de levá-la até eles, mesmo que ao custo da própria vida.

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Primeira Comunhão

                                  Vale a pena ouvir e entender o verdadeiro sentido da Eucaristia.

PAPA FRANCISCO: "LIBERTAR A IGREJA DE MORALISMO E IDEOLOGIAS"

 
Cidade do Vaticano (RV) – A Palavra de Deus deve ser acolhida com humildade, porque é a palavra de amor: em síntese, foi o que disse o Papa esta manhã durante a homilia da Missa presidida na Capela da Casa Santa Marta. Estavam presentes alguns funcionários da Tipografia Vaticana e do L’Osservatore Romano.
Francisco se inspirou nas leituras bíblicas do dia: a vocação de Saulo e o discurso de Jesus na Sinagoga de Cafarnaum. A voz de Jesus, disse, “passa pela nossa mente e vai ao coração”. Já os doutores da lei respondem de outra maneira, discutindo entre si e contestando duramente as palavras de Jesus:
“Os doutores respondem somente com a cabeça. Não sabem que a Palavra de Deus fala ao coração”, disse o Papa, dando o exemplo de Maria, que acolheu com humildade as palavras do Senhor.
Quem responde somente com a cabeça são os grandes ideólogos, afirmou, recordando que “a Palavra de Jesus vai ao coração porque é a Palavra de amor, é palavra bela e traz o amor, nos faz amar”. Os ideólogos, por sua vez, cruzam a estrada do amor e da beleza e põem-se a discutir sobre como Jesus pode dar sua carne para comer.
“É tudo um problema de intelecto. E quando entra a ideologia, na Igreja, quando entra a ideologia na inteligência do Evangelho, não se entende mais nada.”
Para Francisco, os ideólogos falsificam o Evangelho. Toda interpretação ideológica, de qualquer parte vier, é uma falsificação do Evangelho. “E esses ideólogos – como vimos na história da Igreja – acabam por se tornar intelectuais sem talento, moralistas sem bondade. Nem falemos de beleza, porque disso eles não entendem nada.”
“Ao invés, a estrada do amor, a estrada do Evangelho – recorda o Papa, é simples: é a estrada que os Santos entenderam:
“Os santos são os que levam avante a Igreja! A estrada da conversão, da humildade, do amor, do coração, da beleza... Peçamos hoje ao Senhor pela Igreja: que o Senhor a liberte de qualquer interpretação ideológica e abra o coração da Igreja, da nossa Mãe Igreja, ao Evangelho simples, àquele Evangelho puro que nos fala de amor, que traz o amor e é tão bonito! E que nos torna mais belos, com a beleza da santidade.
Rezemos hoje pela Igreja!”.
(BF)

 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

MEDITAÇÕES SOBRE A FÉ - PAPA FRANCISCO


 
 
Cidade do Vaticano (RV) – A fé é um dom que começa encontrando Jesus, Pessoa real e não um “deus-spray”: foi o que disse o Papa Francisco na homilia da Missa celebrada esta manhã na Casa Santa Marta. Da celebração participaram os funcionários da Inspetoria de Segurança Pública junto ao Vaticano.
Deus não é uma presença impalpável, uma essência que se expande ao nosso redor sem saber bem o que seja. É uma “Pessoa” concreta, disse o Papa, é um Pai. O trecho do Evangelho de João quando Jesus diz à multidão que “quem crê tem a vida eterna”, é a ocasião para Francisco refletir sobre em qual Deus nós acreditamos:
“Um deus ‘no ar’, um deus-spray que está em todos os lugares, mas não se sabe o que seja. Nós acreditamos no Deus que é Pai, que é Filho, que é Espírito Santo, acreditamos em Pessoas. E quando falamos com Deus, falamos com pessoas: ou falo com o Pai, ou falo com o Filho ou falo com o Espírito Santo. E esta é a fé.”
No Evangelho, Jesus afirma ainda que ninguém vem até Ele se não for atraído pelo Pai. Essas palavras, afirma Papa Francisco, demonstram que “ir a Jesus, encontrá-lo, conhecê-lo, é um dom”.
“Quem tem fé, tem a vida eterna, tem a vida. Mas a fé é um dom – é o Pai quem a dá. Nós devemos continuar este caminho. Todos somos pecadores, temos sempre algo de errado, mas o Senhor nos perdoa. Devemos prosseguir sempre, sem nos desencorajar.”
Se fizermos isso, acontecerá o que referem os Atos dos Apóstolos com aquele funcionário que descobriu a fé: “E cheio de alegria, prosseguia o seu caminho:
“É a alegria da fé, a alegria de ter encontrado Jesus, a alegria que dá paz: não aquela que dá o mundo, mas a que dá Jesus. Esta é a nossa fé. Peçamos ao Senhor que nos faça crescer nesta fé, nesta fé que nos fortalece, que nos torna alegres, essa fé que começa sempre com o encontro com Jesus e prossegue sempre na vida com os pequenos encontros cotidianos com Jesus.”
No final da Missa, o Papa dirigiu um agradecimento especial à Inspetoria de Segurança Pública junto ao Vaticano pelo serviço desempenhado na sociedade, um serviço pelo bem comum, que “requer retidão, vigor, honestidade e serenidade”.
(BF)

 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

HISTÓRICO DA PARÓQUIA DO ANIL


­ HISTÓRICO DA PARÓQUIA DO ANIL

 

“ Como são belos, sobre os montes, os pés do mensageiros que anuncia a paz, que proclama a boa nova e anuncia a salvação”. Assim exclama cheio de entusiasmo e admiração o profeta Isaías e com ele todo homem que com coração puro sabe ver a ação salvadora de Deus prolongando-se na história.

Com o mesmo entusiasmo exultando no Espirito, podemos igualmente e de verdade prorromper em gritos de júbilo e proclamar: “Bendita e afortunada a terra por onde o evangelizador transitou, irradiando amor e semeando paz”.

A Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição do Anil – São Luís – MA, era no começo do século XX pertencente à Paróquia Nossa Senhora da Luz de Paço do Lumiar – MA. Os vigários desta freguesia convidavam os Frades Capuchinhos do Convento do Carmo para ajuda-los nas desobrigas no interior da Ilha. Assim o Cônego João dos Santos, Pároco de Paço do Lumiar, encontrou em Frei Alfredo, Frei Querubim, Frei Lucas, Frei Lourenço de Alcântara e outros; generosos cooperadores.

Em 23 de julho de 1907 Frei Estevão de Sexto benzeu o Cruzeiro em frente à Igreja, que estava sendo construída no Anil, dedicada à Imaculada Conceição, a mesma foi benta solenemente em 3 de maio de 1908 por Dom Francisco de Paula e Silva Arcebispo de São Luís – MA.

O primeiro Frade Capuchinho a residir no Anil foi Frei Daniel de Samarate que chegou no dia 31 de março de 1913 e permaneceu até o dia 11 de novembro do mesmo ano (aproximadamente oito meses de permanência). O mesmo não pode dar continuidade à missão devido a um acidente que o deixou com a saúde bem fragilizada seguida de cruel doença que o obrigou a retirar-se definitivamente deste ministério.

A Missão Capuchinha instalou-se nesta comunidade paroquial com a chegada de Frei Daniel de Samarate e das Irmãs Terceiras Capuchinhas “Irmã Ignês Maria de Santa Quitéria, como Superiora e Mestra das Noviças, Irmã Coleta Maria de Quixadá como vigária, cinco noviças e duas postulantes”. Em 11 de maio de 1913 inauguraram o Educandário Santa Cruz com Escola Primária e anexo noviciado.

Dom Francisco de Paula e Silva, acompanhado de Padres e Clérigos do Seminário Santo Antonio a convite dos Frades e Irmãs, celebrou pela primeira vez no Anil Missa Pontifical de Pentecostes, depois da qual, acompanhado do Governador do Estado, do Intendente de São Luís, do Chefe da Polícia, do Secretário da Instrução Pública e das principais famílias de alta sociedade maranhense, benzeu solenemente e inaugurou oficialmente a Igreja e a nova casa das Irmãs Terceiras Capuchinhas para servir de noviciado e para regerem aula gratuita para as crianças da localidade prometendo os melhores resultados.

A concorrência do povo para assistir à cerimônia foi enorme, notando-se no rosto de todos a alegria sincera e a satisfação que provavam por presenciar semelhante ato. A partir desta data começou a serem celebradas as funções litúrgicas diariamente na Igreja do Anil.

Em 29 de abril de 1942 a Igreja do Anil recebe o titulo de Paróquia pelo Arcebispo Metropolitano Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos, a partir daí podendo a Paróquia Nossa Senhora da Conceição do Anil administrar grande parte da comunidade em todo o interior da Ilha, tendo como vigário Frei Hilário Maria de Verona O.F.M. cap. – (Ordens dos Frades Menores Capuchinhos).

Em 1947 assume a paróquia como pároco Frei Hermenegildo Maria de Azzano S. Paolo permanecendo como pastor do povo anilense por aproximadamente 15 anos. No mesmo ano em que assumiu a paróquia, no dia 06 de agosto desaba grande parte da Igreja construída pelos primeiros frades.

Frei Hermenegildo anima os paroquianos para a construção da nova matriz que foi inaugurada em 14 de outubro de 1948 com a Transladação da Imagem da Padroeira do convento das Irmãs capuchinhas para a nova matriz, seguida da celebração solene da Santa Missa, com a bênção da Nova Igreja pela Arcebispo Metropolitano Dom Adalberto de Aciolli Sobral e pelos Freis Hermenegildo e Frei Cesário O.F.M. cap. Até os dias atuais a imponente Construção Arquitetônica enriquecida com esbelta torre campanária permanece entronizada no coração do Anil com as cores originais, azul e branco relacionando – se com a espiritualidade mariana e conduzindo os fies à oração.

No decorrer de aproximadamente dez décadas, a Paróquia do Anil iluminada pela ação do Espirito Santo, guiada pelo olhar maternal de Maria “Nossa Senhora da Conceição” e do “Seráfico Pai São Francisco de Assis” permanece pastoreada pelos zelosos e abnegados Frades Capuchinhos contando com precioso auxilio de nove congregações religiosas presentes na Paróquia, são elas:

 

Irmãs Missionárias Capuchinhas do Brasil (PIONEIRAS);

Irmãs Missionárias Franciscanas de Jesus Crucificado;

Irmãs Franciscanas da Ação Pastoral;

Irmãs Franciscanas de Adoração Perpétua;

Irmãs da Caridade de Montreal;

Irmãs Imaculadas Conceição de Nossa Senhora de Lourdes (LOURDINAS);

Irmãs da Assunção da Santa Virgem;

Irmãs Carmelitas.

Irmãs de São José

Esses missionários e missionárias por aqui se doam, evangelizando os fiéis paroquianos e a serem dóceis ao Espirito Santo e disponíveis ao serviço da fé, da esperança e da caridade.

A comunidade Paroquial do Anil na atualidade é constituída por 16 comunidades distribuídas em4 setores paroquiais, dispondo também de grupos pastorais e movimentos procurando atender as necessidades espirituais e sociais do povo de Deus.

Segue abaixo como é composto cada Setor, Grupo, Movimentos e Pastorais:

SETOR SÃO MATEUS
Nossa Senhora da Conceição
Matriz Anil
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SETOR SÃO MARCOS
São Pedro
Planalto
Nossa Senhora Assunção
Aurora
 
 
São Lucas
Nova Aurora
Nossa Senhora de Fátima
Isabel Cafeteira II
Nossa Senhora dos Anjos
São Sebastião
Isabel Cafeteira I
Cruzeiro do Anil
SETOR SÃO LUCAS
Nossa Senhora da Consolação
Santa Cruz
Nossa Senhora Aparecida
Radional
São José Operário
Vera Cruz
Bom Jesus
Divinéia
SETOR SÃO JOÃO
Nossa Senhora do Rosário
João de Deus
Nossa Senhora da Conceição
Vila Conceição
Santo Antonio
Santo Antonio
São João Bosco
Pirapora
Santa Terezinha
São Francisco de Assis
 
Cutim/Anil
Residencial João Alberto

 

 

GRUPOS/MOVIMENTOS E PASTORAIS

 

Legião de Maria
Congregação Mariana
Vicentinos
Antonianos
Ordem Franciscana Secular
Apostolado da Oração
Renovação Carismática
JUFRA/MINI – JUFRA/MICRO-JUFRA
JUAMUM
MEJ
CATEQUESE

 

Continuação de: GRUPOS/MOVIMENTOS E PASTORAIS

 

Ministros Extraordinários da Eucaristia
Movimento “O Caminho Neo-Catecumenal”
ECC
EJC
Pastoral da Juventude
Pastoral da Família
Pastoral do Batismo
Pastoral do Dízimo
Pastoral da Criança
Serviço de Animação Vocacional
Liturgia/Ministérios de Música
Apostolado da Mãe Peregrina
Infância Missionária
Movimento Popular

 

A presença da Missão Capuchinha na Paróquia do Anil há aproximadamente cem anos têm sido uma bênção de Deus e os seus frutos aparecem abundantes e diversificados. O florescimento de vocações locais, o exemplar desempenho pastoral nas comunidades e o surgimento de eloquentes exemplos de santidade no seio dessa família religiosa encontram abrigo no coração de todos os paroquianos, ergamos nossa voz e agradeçamos ao Deus da vida e Senhor da historia por tão grande dádiva.

 

“Bendita e afortunada a terra por onde o evangelizador transitou, irradiando amor e semeando paz!”.

 

AS PRINCIPAIS REFORMAS DA IGREJA MATRIZ

 

Como apresenta o histórico da Paróquia, os nossos Frades Menores Capuchinhos sempre trabalharam sem nunca medirem esforços para o anúncio da boa nova da salvação, através da Celebração do Sacrifício Eucarístico; das Orientações Espirituais; a Administração dos Sacramentos e das Obras Sociais que favorecem todo o povo de Deus.

Com esse total espírito de doação, com trabalhos e sacrifícios, juntamente com a comunidade os Frades procuram dar melhores aparências às estruturas físicas do Templo e das dependências paroquiais exortando os paroquianos ao cuidado que os mesmos devem ter para com o espaço físico utilizado. Daí surge os mutirões e as campanhas para reforma e manutenção.

A primeira grande reforma aconteceu em 1978, enquanto Frei Gil encontrava-se hospitalizado na Itália. Frei Pascoal Rota tomou a frente das atividades paroquiais dando prosseguimento às obras da reforma e restauração na Matriz.

Neste mesmo ano na ocasião da Festa da Padroeira em 08 de dezembro foi inaugurado o Nicho do Altar-mor pintado (Primeiro trabalho artístico Maranhense realizado por Frei DamasoBianchi). No final da procissão houve missa campal no pátio da Igreja. Depois da Santa Missa o carro elevador da CEMAR – Centrais Elétricas do Maranhão levantou entre o entusiasmo e suspense de todos, cantando e rezando a imagem de Nossa Senhora até o nicho acima da fachada que foi renovado para acolhê-la.

Em janeiro de 1979 após o falecimento do Pároco Frei Gilna Itália, toma posse um novo Pároco Frei Joãode Deus Garagiola que não mediu esforços para dar continuidade aostrabalhos da reforma da igreja. Após quatro meses de trabalho, chega o tão desejado dia 08 de dezembro, dia em que o Templo é entregue totalmente restaurado para o povo de Deus.

Na solenidade da Padroeira foi bento e consagrado solenemente o novo presbitério todo revestido em mármore pelo então Arcebispo Metropolitano Dom João José da Motta e Albuquerque. Foi inaugurado tambémo forro de madeira pintado de verniz, tornando a igreja cada vez mais bela.

Após 7 anos, outra reforma foi realizada por Frei Defendente Rivadossi em 1986, o mesmo incentiva a comunidade paroquial para total recuperação do telhado. Depois do retelhamento total da igreja surgiu outra campanha, desta vez para a pintura interna e externa e renovação das instalações elétricas e ventiladores. Esta aconteceu entre os meses de julho á novembro de 1988.

Passados 10 anos em 1998 com a chegada do Frei Raimundo Nonato Pestana Gomes de Souza Junior (Frei Pestana) para assumir a Paróquia. Este na qualidade de filho da mesma realiza no seu mandato vários eventos com a finalidade de dar um aspecto melhor à igreja tão estimada por todos.

Entre os anos de 1999 a 2000, foi modificado o piso antes (mosaico) hoje (granito) e os bancos. No final do mandato realiza a restauração total da fachada da igreja incluindo, revestimento novo no calçamento do estacionamento, balaústre revestido em granito cercando todo o pátio, rampa para deficientes, pintura e iluminação total da fachada. Também incentivou a campanha de aquisição dos vitrais para adornar mais o templo obtendo êxito com a execução da obra. Os mesmos trazem imagens ilustrando os mistérios do Santo Rosário.

Em 16 de março de 2006 toma posse como pároco do Anil um novo Frade Capuchinho jovem cheio de dinamismo e ardor missionário: Frei Gilson Mariano de Oliveira MarquesOFMcap, natural de São José de Ribamar – MA trazendo consigo o mesmo espírito de dedicação e zelo dos seus antecessores. E com apenas quatro meses de residência, já exorta os paroquianos para em multidão trabalharem para dar continuidade às obras de reforma e manutenção da Paróquia.

Aos 30 de janeiro de 2012, assume a Paróquia o frei José de Arimatéia da Luz Araújo, natural de Igarapé-Grande-MA. Está vindo da Paróquia São Francisco de Assis localizada na Diocese de Imperatriz em Açailândia-MA. Juntamente com o novo pároco estão os vigários paroquiais: frei Gilson Baldez, vindo da Paróquia da Santíssima Conceição do Araguaia localizada em Conceição do Araguaia-PA e frei Raimundo Nonato vindo da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus de Peixe Boi-PA.

Que Deus os abençoe nesta caminhada e Maria Imaculada os proteja juntamente com o povo de Deus desta amada Paróquia.

 

“Deus seja Louvado!”.

 

Fonte de Pesquisa: Livro de Tombo da Paróquia do Anil. São Luís - MA