Que a Imaculada Conceição te abençoe pela visita, hoje é

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

CEM ANOS DE PRESENÇA CAPUCHINA NO ANIL

CEM ANOS DE PRESENÇA CAPUCHINHA NO ANIL

Elevemos o nosso cântico jubilar de ação de graças, pois o Centenário da Presença Missionária Capuchinha na benemérita Paróquia Nossa Senhora da Conceição do Anil certamente foi escrito com zelo apostólico, espírito de abnegação, solicitude pastoral e a coragem missionária dos Frades, Irmãos e do Povo de Deus para galgar o cume da evangelização, isto é, a implantação da Igreja.
No final do séc. XIX, em 30 de junho de 1893 foi inaugurada a Antiga Companhia de Fiação e Tecidos do Rio Anil, a partir daí houve uma mudança no modo de vida do bairro do Anil, desenvolvendo-se grandemente passando a ter uma boa estrutura social. Como boa parte das fábricas da época, a Companhia de Fiação e Tecidos do Rio Anil, não resistiu aos entraves e faliu em 1961. Portanto, quando os Frades e os Irmãos chegaram ao Anil, a Companhia de Fiação e Tecidos já existia há duas décadas, esbanjando desenvolvimento e com isso, abrindo caminhos com novos desafios para a Igreja da época.
Em 1906, Frei Estêvão de Sesto São João e Frei Josué de Monza pregaram Santas Missões populares no Anil, encontrando-o adormecido, sentiram-no “gelado para as coisas de Deus”. Isso se devia ao deplorável abandono em que o Anil foi deixado por muitos anos. Daí em diante os frades dispensaram especial importância para assistência pastoral. Portanto Frei Estêvão e Frei Josué foram os “operários da primeira hora” aqueles que lavraram a vinha mística do Anil, preparando-as para os operários que deviam plantá-la.
Frei João Pedro do Sesto, cheio de zelo e solicitude pela salvação das almas idealizou um jeito prático para conquistar o povo do Anil, nos inícios do séc. XX. Pensou abrir uma casa para as Irmãs Missionárias Capuchinhas. O fundador deu a esta casa o nome de “Santa Cruz”, pois subindo do porto na direção da colina sobre o qual está construído o Convento das Irmãs, avistou uma cruz erguida de modo imponente e altaneiro, sinalizando que ali já tremulava desfraldado o glorioso estandarte de Cristo.
Obtida a necessária autorização do Núncio Apostólico e o aval de Dom Francisco de Paula e Silva, Bispo Diocesano, dado mediante o decreto de 24 de abril de 1912, as coisas começaram a encaminhar-se para a meta. Em 06 de março de 1913 aportaram em São Luís, as Fundadoras do Convento das Irmãs Missionárias Capuchinhas no Anil: Irmã Inês Maria de Santa Quitéria, Irmã Rita Maria de Canindé, Irmã Coleta Maria de Quixadá e mais cinco noviças acompanhadas por Frei Daniel Rossini de Samarate.
Frei Daniel de Samarate instalou-se no Anil em 31 de março de 1913, permanecendo pouco mais de um ano, como pastor da grei anilense e pai espiritual das Irmãs Missionárias Capuchinhas. No dia 02 de abril de 1913, entre a exultação popular e grande manifestação das famílias do Anil, as irmãs tomaram posse do Convento e do Educandário Santa Cruz apontando para uma nova etapa na conquista de almas e de corações naquela grei abandonada.
O Bispo Diocesano Dom Francisco de Paula e Silva celebrou a Santa Missa na Igrejinha construída em 1906 por Frei Estêvão e Frei Josué no dia 11 de maio de 1913. Na ocasião o Bispo benzeu a Igrejinha, louvou e apoiou todos os esforços feitos por aquela obra recentemente iniciada. Depois de Frei Daniel de Saramate, Frei Germano permaneceu no Anil durante um triênio (1913 / 1915), dando o melhor de suas energias na assistência pastoral do povo de Deus.
Dessa data até 1919, o cuidado pastoral do Anil esteve orientado a partir do Convento do Carmo, isto é, os frades se revezavam no atendimento pastoral. Na metade de outubro de 1918, houve Santas Missões Populares coordenadas por Frei Marcelino de Milão, preparando o povo para a criação da nova paróquia e, ao mesmo tempo, fazer frente ao avanço do protestantismo e do espiritismo naquele rincão insular. Esta foi qualificada como “a grande missão do Anil”, os jornais veicularam a notícia de que o êxito foi completo.
Como resposta às Santas Missões Populares, aos 13 de novembro de 1918, foi criada a conferência de São Vicente de Paulo para socorrer as famílias pobres e necessitadas. A cerimônia foi presidida por Frei Marcelino de Milão, estando presentes, Frei Estevão e o Lazarista Pedro Sarnell.
Aos 11 de janeiro de 1919, Monsenhor João Chaves apresentou Frei Marcelino de Milão ao povo como Pároco; leu o decreto de nomeação do mesmo e recebeu o seu juramento. Frei Marcelino dirigiu aos fiéis a sua saudação e apresentou o seu projeto pastoral. No dia 26 de janeiro de 1919, no Educandário Santa Cruz, foi instalada a Pia Associação das Mães Cristãs; a finalidade da mesma era infundir no seio das famílias católicas valores verdadeiramente cristãos. O Apostolado da Oração também recebeu especial atenção dos 29 zeladores que existiam, em poucos meses aumentaram para 620. A Escola Catequética também recebeu um novo sopro de vida: 495 crianças. Esta obra era a que mais fazia pulsar o coração do Pároco. Para atrair a rapaziada organizou um campo de futebol. As visitas às famílias foram outros meios da solicitude pastoral de Frei Marcelino.
Um ano mais tarde, 09 de fevereiro de 1920, o Povo do Anil recebeu festivamente Dom Helvécio Gomes de Oliveira que veio para administrar a Crisma. As numerosas comunhões chamaram a atenção do Pastor. Porém, grande foi a sua alegria ao constatar a frequência das crianças ao Catecismo. Tudo isso lhe fez declarar que, “estava com a alma repleta de felicidade por constatar tanta piedade e ação católica na Paróquia do Anil”.
No dia 21 de abril do mesmo ano, também o Governador do Estado, Urbano Santos da Costa Araújo, foi ao Anil para visitar o Educandário Santa Cruz e as Instituições paroquiais. Partindo, deixou escrito: “Tenho a grata satisfação de afirmar que o Anil, não é só um centro florescente de catolicismo, mas também, um dos bairros onde a educação e a instrução se distinguem e refulgem quais luzes brilhantes. Não sirva de louvor ao Pároco e às bondosas Irmãs, que são os expoentes de tudo isso”.
Se Frei Marcelino pode obter tanto sucesso na Paróquia do Anil, reformando costumes e melhorando consciências, depois de Deus, o mérito é também do zeloso missionário e exímio pregador, Frei Teobaldo de Monticelli, que em tudo coadjuvou Frei Marcelino, não poupando fadigas e sacrifícios.
Em 1947 Frei Hermenegildo Maria assume como Pároco em substituição a Frei Renato de Gana, aos poucos foi conquistando os corações dos fiéis e, em pouco tempo, era conhecidíssimo não só no Anil, mas, em toda a cidade de São Luís. Sua marca registrada, o velho Jeep que usava no atendimento paroquial e o cachorro, seu amigo inseparável, que sempre o acompanhava, correndo atrás do Jeep. Mas, nem bem o novo Pároco assumiu a Paróquia, aos 06 de agosto de 1947, desmorona uma parte da antiga Igreja e a outra fica comprometida. Certamente aos atentos ouvidos de Frei Hermenegildo Maria deve ter ressoado a consigna franciscana, “vai e reconstrói a minha Igreja”.
Aos 14 de setembro de 1949, motivado pelo entusiasmo pastoral do Povo, iniciou a construção da nova Igreja que, hoje, sobressai altaneira e bela, na colina Santa Cruz do Anil. Homem de saúde frágil que volta e meia estava internado nos hospitais, não se acomoda. Embalado pelo fervor dos fiéis, em agosto de 1950 inicia a construção da Torre da Igreja e, em novembro do mesmo ano, a construção do Salão Paroquial. Ainda teve tempo e disposição para inaugurar o Posto Médico e a Escola Paroquial. Foi Pároco do Anil por 16 anos.
Em 1962 Frei Hermenegildo Maria se retira do Anil por uma breve temporada, e toma posse o novo Pároco, Frei Simeão de Levate. Aos 18 de fevereiro de 1968 voltou ao Anil como Cooperador e terminou como Pároco, pela segunda vez para alegria do povo anilense. Frei João Franco Frambi é o seu Cooperador. Em setembro de 1968 começam as Missas todos os domingos nas “Casas Populares” (COHAB). No início se celebrava nas ruas, depois no Grupo Escolar. Em janeiro de 1969 o Pároco iniciou a batalha pelo terreno para a construção da futura Igreja da COHAB. Em 1970 termina o seu segundo Paroquiato no Anil, somando 19 anos de ação missionária na Paróquia. Como reconhecimento por tudo o que fez no Anil, a Prefeitura lhe dedicou uma rua, no Bairro da Aurora / Anil (Frei Macapuna).



AUDIÊNCIA GERAL COM O PAPA


Comunhão dos santos: tema da Audiência geral, na praça de São Pedro. Pedidas orações para que cesse a violência no Iraque


Em vésperas da festa litúrgica de Todos os Santos e da comemoração dos fiéis defuntos, o Papa Francisco dedicou a catequese da audiência geral desta quarta-feira a comentar o artigo do Credo em que professamos a nossa fé na "Comunhão dos Santos".
Presentes nesta audiência dezenas de milhares de pessoas. De entre os peregrinos lusófonos, de destacar hoje, para além de portugueses e brasileiros, um grupo proveniente de Timor Leste.
Em lugar de destaque, uma delegação de iraquianos representantes de diversos grupos religiosos, que participaram em Roma, ontem e hoje, num encontro promovido pelo Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso.
Eis a síntese, em português, da catequese desenvolvida mais extensamente em italiano:
Queridos irmãos e irmãs,
A comunhão dos santos, esta belíssima realidade da nossa fé, pode se entender em dois sentidos: comunhão nas coisas santas e comunhão entre as pessoas santas, ou seja, todos aqueles que pertencem a Cristo. Este segundo sentido nos lembra que a comunhão dos santos tem como modelo a relação de amor que existe entre Cristo e o Pai no Espírito Santo: é o amor de Deus que nos une e purifica dos nossos egoísmos, dos nossos juízos e das nossas divisões internas e externas. Ao mesmo tempo, também experimentamos que a comunhão com os irmãos nos leva à comunhão com Deus. De fato, nos momentos de incerteza e mesmo de dúvida, precisamos do apoio da fé dos demais. Finalmente, é importante lembrar que a comunhão dos santos não acaba com a morte: todos os batizados aqui na terra, as almas do Purgatório e os santos que estão no Paraíso formam uma grande família, que se mantem unida através da intercessão de uns pelos outros.
Não faltou também uma saudação aos peregrinos lusófonos que participaram nesta audiência:
Queridos peregrinos de Portugal, de Timor Leste e do Brasil: sede bem-vindos! Daqui alguns dias, celebraremos a solenidade de Todos-os-Santos e a comemoração dos Fiéis Defuntos. Possa a fé na comunhão dos santos vos animar a encomendar a Deus, sobretudo na Eucaristia, os vossos familiares, amigos e conhecidos falecidos, sentindo a proximidade deles na grande companhia espiritual da Igreja. Que Deus vos abençoe!

No final da audiência, o Santo Padre referiu-se expressamente à delegação iraquiana de representantes dos diferentes grupos religiosos do país, observando:
Convido-vos a rezar pela querida nação iraquiana, infelizmente atingida quotidianamente por trágicos episódios de violência, para que encontre o caminho da reconciliação, da paz, da unidade e da estabilidade.
Já no final da saudação “aos peregrinos de língua árabe, em especial aos provenientes do Iraque, o Santo Padre exortara:
Quando experimentardes inseguranças, desânimo e mesmo dúvidas no caminho da fé, procurai confiar na ajuda de deus, mediante a oração filial, encontrando ao mesmo tempo a coragem e a humildade de vos abrirdes aos outros. Como é belo apoiarmo-nos uns aos outros no caminho da fé! Que o Senhor vos abençoe.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

MISSA COM O PAPA FRANCISCO


Jesus continua a rezar por nós mostrando ao Pai as suas chagas – o Papa na missa desta segunda-feiramir




Jesus continua a rezar e a interceder por nós, mostrando ao Pai o preço da nossa salvação que são as suas chagas. O Papa Francisco na sua homilia na Casa de Santa Marta na manhã desta segunda-feira colocou no centro da sua reflexão a passagem do Evangelho em que Jesus reza toda a noite antes de escolher os doze apóstolos. Segundo o Santo Padre são as três relações de Jesus: Jesus com o Pai; Jesus com os Apóstolos e Jesus com a gente. Jesus rezava ao Pai pelos Apóstolos e pela gente:
“É o intercessor, aquele que reza, e reza a Deus connosco e perante nós. Jesus salvou-nos, fez esta grande oração, o seu sacrifício, a sua vida, para salvar-nos, para justificar-nos: somos justos graças a Ele. Agora foi-se e reza. Mas Jesus é um espírito? Jesus não é um espírito! Jesus é uma pessoa, é um homem, com carne como a nossa, mas na glória. Jesus tem as chagas nas suas mãos, nos seus pés, no seu lado e quando reza mostra ao Pai este preço da justificação e reza por nós como se dissesse: Mas Pai que não se perca isto!”
“Num primeiro tempo, Ele fez a redenção, justificou-nos a todos: mas agora o que é que faz? Intercede, reza por nós. Eu penso naquilo que terá sentido Pedro quando renegou Jesus e depois ao olhar para Ele chorou. Sentiu que aquilo que Jesus tinha dito era verdade: tinha rezado por ele e por isso podia chorar, podia arrepender-se. Tantas vezes, entre nós dizemos: Reza por mim! Preciso disso, tenho tantos problemas, tantas coisas, reza por mim. E isto é bom, porque nós irmãos devemos rezar uns pelos outros.”

A Jesus devemos confiar os nossos problemas e a nossa vida - disse o Papa Francisco – que afirmou que o Senhor reza ao Pai mostrando as suas chagas que são o preço da nossa justiça:“Ele reza por mim; Ele reza por todos nós e reza corajosamente porque mostra ao Pai o preço da nossa justiça: as suas chagas. Pensemos muito nisto e agradeçamos ao Senhor. Rezemos por termos um irmão que reza connosco, por nós e intercede por nós. E falemos com Jesus dizendo: Senhor tu és o intercessor, Tu salvaste-me e justificaste-me. Mas agora reza por mim. É confiar os nossos problemas, a nossa vida, tantas coisas a Ele, para que Ele os leve ao Pai.” (RS)

sábado, 19 de outubro de 2013

PAPA FRANCISCO


HOMILIA SOBRE A ORAÇÃO - ESCUTE

https://soundcloud.com/padrepauloricardo/a-oracao-infalivel

HOMILIA XXIX DOMINGO DO TEMPO COMUM

Comum 1029: De Braços erguidos

A Liturgia de hoje nos convida a manter com Deus
uma ORAÇÃO PERSEVERANTE.
Só assim será possível aceitar os projetos de Deus,
compreender os seus silêncios,
respeitar os seus ritmos e acreditar no seu amor.

Na 1a Leitura, MOISÉS não desiste de rezar. (Ex 17,9-13a)

O Povo de Deus está a caminho da Terra Prometida...
- Josué organiza seus homens para lutar contra os inimigos com as armas.
- Moisés, no alto da colina, de "mãos erguidas", faz uso da arma da Oração.
  Duas pessoas sustentam os braços cansados de Moisés.
  A vitória foi alcançada muito mais pelo auxílio de Deus,
  do que pelo valor dos combatentes.

* Nas duras batalhas da vida, devemos contar com a ajuda e a força de Deus.
   Devemos manter, como Moisés,  as "Mãos sempre erguidas" em oração,
   sem nos deixar vencer pelo cansaço.

Na 2a Leitura, PAULO indica uma fonte preciosa que alimenta a Oração:
A Sagrada Escritura:
 "Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para refutar,
   para corrigir, para educar na justiça... Por ela, o homem de Deus
   se torna perfeito, preparado para toda a boa obra". (2Tm 3,14-4,2)

* A Bíblia é o fundamento da fé e o vigor das comunidades.
A Instrução bíblica constitui o equipamento vital do homem de Deus,
aos ministros da Palavra, uma preparação conveniente,
para que ela se torne atraente e chegue ao coração dos ouvintes.
O Documento de Aparecida afirma:
"Uma maneira privilegiada de ler a Bíblia
é a LEITURA ORANTE DA BÍBLIA...
Bem praticada, conduz ao encontro com Jesus-Mestre,
ao conhecimento do mistério de Jesus-Messias,
à comunhão com Jesus-Filho de Deus e
ao testemunho de Jesus-Senhor do universo". (DA 249)

No Evangelho, a VIÚVA não desiste de implorar. (Lc 18,1-8)

"Para mostrar a necessidade de REZAR SEMPRE, e nunca desistir":
Jesus contou aos discípulos uma PARÁBOLA:
- Uma viúva injustiçada pede justiça... mas o juiz não lhe dá ouvidos...
   Ela tanto insiste, que o juiz acaba atendendo.
   A insistência da viúva vence a indiferença do juiz iníquo.
- Se até um homem mau cede diante de um pedido incessante,
  quanto mais Deus, que é justo e santo, nos atenderá e salvará...
  A Oração deve ser um Diálogo insistente e contínuo...

* Deus está sempre atento aos nossos pedidos,
   mesmo quando "parece" insensível aos nossos apelos,
   aos nossos clamores por justiça. Geralmente temos pressa...
   Ele sabe a hora e o momento para cada coisa.
   A nós resta moderar a impaciência e confiar totalmente nele.

+ "REZAR SEMPRE"...

- Significa nunca interromper o DIÁLOGO com Deus,
   mesmo no aparente silêncio de Deus.
   "É a presença silenciosa de Deus na base
   do nosso pensamento, da nossa reflexão e do nosso ser,
   que impregna toda a nossa consciência". (Bento XVI)

- Nesse diálogo, Deus transforma os nossos corações e
  aprendemos a nos entregar nas mãos de Deus e confiar nele.
  Se interrompermos esse contado, se deixarmos "cair os braços",
  logo fracassaremos.

+ A Oração não é uma fórmula mágica
   para levar Deus a fazer nossa vontade ou até nossos caprichos.
   Não é um simples ato de piedade, ou expressão do sentimento;
   mas antes um ato de fé e de amor,
   que nos abre ao DIÁLOGO COM DEUS.

+ Rezar é CONVERSAR com Deus: Falar e Escutar...
   As Orações não precisam de palavras complicadas.
   Existem orações escritas que rezamos, mas também as orações
   que são feitas quando queremos conversar com Deus do nosso jeito.
   Deus é o nosso melhor amigo e gosta de nos ouvir.

+ Rezar é fazer SILÊNCIO profundo
   para ouvir Deus, acolher a sua Palavra
   e assim nos dispor a fazer a sua vontade...

+ Rezar é uma RESPOSTA vivencial e verbal,
   que poderá assumir várias FORMAS: Ação de graças... Contemplação...    
   Profissão de fé... Declaração de entrega... Pedido...

+ UM DESAFIO: (convite):            
    Nesta semana: encontrar todos os dias um tempo sagrado
    para uma Oração (conversa) pessoal com Deus...
    A Oração perseverante ajudará a ser "Discípulos-Missionários"

Nesse Dia Mundial das Missões, recordemos o compromisso missionário
da Igreja, rezando pelos missionários e dando a nossa oferta pelas missões.
Lembremos mais uma vez o tema "Juventude em missão"
e o lema "A quem eu te enviar, irás" da Campanha missionária.


                                     Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 20.10.2013

PAPA FRANCISCO DIRIGE MENSAGEM À IGREJA NA ÁSIA

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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

PAPA FRANCISCO NA AUDIÊNCIA GERAL

Audiência Geral: "Somos missionários. Uma Igreja fechada em si mesma trai sua própria identidade"ir

2013-10-16 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) – Nesta quarta-feira, mais uma vez a Praça S. Pedro ficou lotada para a Audiência Geral com o Papa Francisco.
Antes das 10h, o Pontífice já estava em meio aos fiéis, a bordo do seu jipe, para cumprimentá-los com bênçãos, carinhos e aperto de mãos. Em sua catequese, o Papa falou de mais uma característica da Igreja professada no Credo: a apostolicidade.
Professar que a Igreja é apostólica, explicou Francisco, significa destacar o elo profundo, constitutivo que ela tem com os Apóstolos. “Apostolo” é uma palavra grega que quer dizer “mandado”, “enviado”. Os Apóstolos foram escolhidos, chamados e enviados por Jesus, para continuar a sua obra. Partindo desta explicação, o Papa destacou brevemente três significados do adjetivo “apostólica” aplicado à Igreja.
Em primeiro lugar, a Igreja é apostólica porque está fundada sobre a pregação dos Apóstolos, que conviveram com Cristo e foram testemunhas da sua morte e ressurreição. “Sem Jesus, a Igreja não existe. Ele é a base e o fundamento da Igreja”, recordou o Papa, afirmando que a Igreja é como uma planta, que cresceu, se desenvolveu e deu frutos ao longo dos séculos, mas mantêm suas raízes bem firmes em Cristo.
Em segundo lugar, a Igreja é apostólica, porque Ela guarda e transmite, com ajuda do Espírito Santo, os ensinamentos recebidos dos Apóstolos, dando-nos a certeza de que aquilo em que acreditamos é realmente o que Cristo nos comunicou.
“Ele é o ressuscitado e suas palavras jamais passam, porque Ele está vivo. Hoje Ele está entre nós, está aqui, nos ouve. Ele está no nosso coração. E esta é a beleza da Igreja. Já pensamos em quanto é importante este dom que Cristo nos fez, o dom da Igreja, onde podemos encontrá-Lo? Já pensamos que é justamente a Igreja – no seu longo caminhar nesses séculos, apesar das dificuldades, dos problemas, das fraquezas, os nossos pecados – que nos transmite a autêntica mensagem de Cristo?”
Enfim, a Igreja é apostólica porque é enviada a levar o Evangelho a todo o mundo. De fato, a palavra apóstolo significa “enviado”. Esta é uma bela responsabilidade que somos chamados a redescobrir: a Igreja é missionária e não pode ficar fechada em si mesma.
“Insisto sobre este aspecto da missionariedade, porque Cristo convida todos a irem ao encontro dos outros. Nos envia, nos pede que nos movamos para levar a alegria do Evangelho. Devemos nos perguntar: somos missionários ou somos cristãos de sacristia, só de palavras mas que vivem como pagãos? Isso não é uma crítica, também eu me questiono. A Igreja tem suas raízes, mas olha sempre para o futuro, com a consciência de ser enviada por Jesus. Uma Igreja fechada trai sua própria identidade. Redescubramos hoje toda a beleza e a responsabilidade de ser Igreja apostólica.”
Após a catequese, o Pontífice saudou os peregrinos de língua portuguesa, em especial os fiéis brasileiros de São José dos Campos, Santos e São Paulo. Em polonês, recordou os 35 anos da eleição à Sé de Pedro de João Paulo II.

PAPA FRANCISCO

Francisco: Não podemos nos acostumar com a fome. A cultura do desperdício deve acabar

Cidade do Vaticano (RV) – “Fome e desnutrição jamais podem ser consideradas um fato normal ao qual se habituar”: palavras do Papa Francisco na mensagem para o Dia Mundial da Alimentação, celebrada esta quarta-feira, 16.
O Pontífice endereçou sua mensagem ao Diretor-Geral do Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que foi lida em plenária pelo Observador da Santa Sé na FAO, Dom Luigi Travaglino.
No texto, o Pontífice reitera a frase pronunciada em 20 de junho passado, quando definiu a fome como um escândalo e um dos desafios mais sérios para a humanidade:
“Paradoxalmente, numa época em que a globalização permite conhecer as situações de necessidade no mundo, parece crescer a tendência ao individualismo e ao fechamento em si mesmos. Tendência que leva à indiferença – em nível pessoal, institucional e governamental – por quem morre de fome ou sofre por desnutrição. Mas fome e desnutrição jamais podem ser considerados um fato normal ao qual se habituar, como se fosse parte do sistema. Algo deve mudar em nós mesmos, na nossa mentalidade, nas nossas sociedades.”
Para Francisco, um passo importante nessa direção seria abater as barreiras do individualismo e da escravidão do lucro a todo custo. “Penso que seja necessário hoje, mais do que nunca, educar-nos à solidariedade, redescobrir o valor e o significado desta palavra tão incômoda e deixada de lado e fazer com que ela norteie as escolhas em nível político, econômico e financeiro, nas relações entre as pessoas, entre os povos e entre as nações.”
Só se pode ser solidário de modo concreto, disse o Papa, recordando que esta atitude não se reduz ao assistencialismo, mas deve levar à independência econômica.
Comentando o tema escolhido pela FAO para a celebração deste Dia, “Sistemas alimentares sustentáveis para a segurança alimentar e a nutrição”, o Papa pede uma renovação desses sistemas numa perspectiva solidária, ou seja, superando a lógica da exploração selvagem da criação, protegendo o meio ambiente e os seus recursos.
Mais uma vez, falou da “cultura do desperdício” – sinal da “globalização da indiferença” que leva a sacrificar homens e mulheres aos ídolos do lucro e do consumo. Um fruto dessa cultura é o desperdício de alimentos – destino de quase um terço da produção alimentar mundial.
Eis então que “educar-nos à solidariedade significa educar-nos à humanidade: edificar uma sociedade que seja realmente humana significa colocar no centro, sempre, a pessoa e a sua dignidade, e jamais liquidá-la à lógica do lucro”.
Esta educação deve começar em casa, disse Francisco, que é a primeira comunidade educativa onde se aprende a cuidar do outro, do bem do outro, a amar a harmonia da criação e a gozar e compartilhar os seus frutos, favorecendo um consumo racional, equilibrado e sustentável.
“Apoiar e tutelar a família para que eduque à solidariedade e ao respeito é um passo decisivo para caminhar rumo a uma sociedade mais équa e humana”, concluiu o Pontífice, garantindo o empenho e companhia da Igreja Católica neste percurso.