Na sua homilia partiu das palavras de S. Paulo que garantem que nada nem ninguém nos poderá separar do Amor de Deus que é Jesus Cristo. Segundo o Santo Padre, o Apóstolo Paulo apresenta o Amor de Deus como o motivo mais profundo e invencível da confiança e da esperança cristãs. Ele elenca as forças contrárias e misteriosas que possam ameaçar o caminho da fé, mas S. Paulo afirma com segurança – continuou o Papa Francisco – que mesmo que toda a nossa existência esteja circundada de ameaças, nada poderá separar-nos do amor que o próprio Cristo mereceu por nós, dando-se totalmente.
O Papa referiu-se, desta forma, na sua homilia ao amor fiel que Deus tem por cada um de nós e que nos ajuda a enfrentar com serenidade e força o caminho de cada dia. Afirmou ainda que só o pecado poderá interromper esta ligação, mas mesmo aí o Senhor nos procura e restabelece a união que perdurará após a morte. Aliás – recordou o Santo Padre - é normal que, perante a morte de uma pessoa que nos seja querida, nos interroguemos sobre o que sucederá à sua vida de trabalho e de serviço à Igreja. O Livro da Sabedoria, Primeira Leitura desta Eucaristia, dá-nos a resposta: “eles estão nas mãos de Deus!”.
“Também os nossos pecados estão nas mãos de Deus” – assegurou o Papa Francisco – “Aquelas são mãos misericordiosas, mãos chagadas de amor. Jesus quis conservar as chagas nas suas mãos para fazer-nos sentir a sua misericórdia.”
O Santo Padre terminou a sua breve homilia recordando os irmãos Cardeais e Bispos falecidos. Homens dedicados à sua vocação a ao serviço da Igreja, que amaram como se ama uma esposa. Na oração confiamo-los à misericórdia do Senhor, por intercessão de Nossa Senhora e de São José, para que os acolha no seu reino de luz e de paz, lá onde vivem eternamente os justos e aqueles que foram fieis testemunhas do Evangelho - concluiu o Papa Francisco.
Dos países lusófonos, para além de nove bispos brasileiros foram expressamente sufragados nesta celebração dois portugueses e dois moçambicanos:
- D. João Alves, bispo emérito de Coimbra, falecido a 28 de junho;
- D. Luís Gonzaga Ferreira da Silva, bispo emérito de Lichinga, que faleceu a 7 de agosto;
- D. António Baltasar Marcelino, bispo emérito de Aveiro, falecido a 9 de outubro; e
- D. Bernardo Filipe Governo, bispo emérito de Quelimane, falecido a 20 de outubro.
Recordemos que já no passado sábado, 2 de novembro, o Santo Padre desceu à cripta da basílica de São Pedro, para se deter em oração pelos Papas (e outros defuntos) ali sepultados. E na sexta-feira, 1 de novembro, de tarde, junto do Cemitério romano de Verano, o Papa Francisco celebrou uma Eucaristia por todos os fiéis defuntos. (RS)
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